13º. O que fazer com ele?

22/11/2012 13:34

São Paulo, 20 de Novembro de 2012.

ECONOMIA & FINANÇAS

Por Prof. Thiago Flores*

13º. O que fazer com ele?

Com maior poder de compra adquirido nos últimos anos, devido, principalmente, à melhora na economia e no nível de emprego, o brasileiro tem se endividado mais. Porém, pela facilidade do crédito obtida através de medidas favoráveis do governo — IPI reduzido para bens duráveis, por exemplo —, o consumidor se descontrolou no orçamento e não está conseguindo pagar o que vem comprando.  Assim, com juros mais baixos, o consumidor pode ter mais facilidade de quitar ou renegociar suas dívidas. Implícito neste cenário, é que não ocorrerá uma deterioração no mercado de trabalho, ou seja, que haverá uma aceleração da economia ao longo do segundo semestre.

O alto nível de falta de pagamento das contas traz cautela aos bancos, e, em conseqüência disso, faz com que as famílias, sem opção, tomem créditos mais caros, como cheque especial e cartão de crédito. Outro fato que pode agravar esse cenário e pressionar ainda mais o mercado de crédito é a forte elevação do crédito consignado.

Nesse contexto, com o final do ano chegando, deve-se questionar quais são as melhores formas e possibilidades de usar o seu 13º salário? Bom, pela elevada parcela da população estar endividada, e muitas vezes, com dividas “caras”, como no caso dos cheques especiais e cartões de crédito, sugiro que se faça um acordo para a quitação das mesmas e caso seja necessário, refazê-las, se estritamente necessário,  com taxas mais baixas que estão disponíveis sob diferentes formas hoje no mercado acompanhando a queda da Selic.

Para aqueles que consideram que já tem uma estrutura ótima de capital, ou seja, um bom balanceamento entre dívida e patrimônio, pode-se utilizar o 13º na mesma proporção em que se encontra seu capital hoje, ou seja, se você tem 10% de dívida em relação à soma de seus ativos totais (patrimônio + dividas), pode utilizar seu 13º com dividas, mantendo o patamar de 10% e o restante aplicando. Por outro lado, existem aquelas pessoas que não têm perfil de investimento de longo prazo, a poupança continua sendo o melhor investimento e sem risco.

Se você tem um perfil mais agressivo e que tem uma capacidade maior de analise setorial e econômica, pode diversificar com letras do tesouro, fundos indexados ao IGP-M ou até mesmo dólar ou ouro.

Não ache que como seu 13º não atinge o montante que você acredita ser o suficiente, que não deva ser poupado. O que não deve ser feito é prolongar uma situação de inadimplência, ou seja, se você já não está conseguindo quitar suas dívidas, não vá viajar com sua família ou caia nas promoções tentadoras de final de ano. Procure equilibrar suas finanças para alcançar um 2013 melhor a você e sua família.

 

 * Thiago Flores é Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – EESP – FGV, Mestre em Finanças – IBMEC/INSPER – SP, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas e CFO à FF Consult ®

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