Análise de Conjuntura

02/03/2020 11:21

 Análise de Conjuntura

o Os preços dos ativos internacionais reagiram intensamente ao aumento do número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus (convid-19) fora da China, com queda das bolsas, elevação do risco e do fortalecimento do dólar frente à maioria das moedas. Após o número de casos desacelerar na China, outros países começaram a registrar novos casos, com destaque para Coreia do Sul, Itália e Irã. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado. A taxa de letalidade do vírus segue moderada, mas há risco de paralisação de atividades em alguns países – como já ocorrido na China – e, consequentemente, efeitos sobre o crescimento econômico global.

o Os efeitos no Brasil, por ora, devem ser pontuais e acontecer através da desaceleração do crescimento mundial. Além disso, a disseminação do vírus em número maior de países pode se traduzir em interrupções temporárias em algumas cadeias de produção global, afetando transitoriamente setores com estoques insuficientes. Outro movimento já observado é o aumento da aversão ao risco em escala global, com desvalorização das moedas frente ao dólar, o que impactou o real.

o Até agora, o efeito líquido da epidemia do Covid-19 sobre os preços é desinflacionário: as cotações das commodities, em Real, subiram 1% em relação ao começo de janeiro. Assim, apesar da desvalorização do Real, o efeito sobre a inflação é muito limitado, uma vez que a queda dos preços das commodities tem compensado essa alta. O IGP-M de fevereiro mostrou sinais desse efeito, com deflação de 0,04%, refletindo quedas de minério de ferro e soja.

o O mercado de crédito no Brasil continuou aquecido no começo deste ano, com crescimento total de 7% na carteira em janeiro, dando suporte ao consumo. As revisões metodológicas feitas pelo BC não alteram o estoque de crédito e, nesse sentido, não afetam a nossa projeção de expansão para o ano, de 9,4%. As condições de liquidez na economia continuam favoráveis para a expansão do crédito, sobretudo nas linhas mais relacionadas ao consumo e ao setor imobiliário.

o O mercado de trabalho segue mostrando melhora na ocupação, com a taxa de desemprego cedendo de 11,6% para 11,4%, entre dezembro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Pelo terceiro mês consecutivo, os empregos privados com carteira assinada foram destaque positivo.

 

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